quinta-feira, 24 de maio de 2012

A implementação SINASE, agora é LEI !!!

O Ministério Público do Estado do Paraná, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança, do Adolescente e da Educação (CAOPCAE), em conjunto com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) e em parceria com Conselho de Supervisão dos Juízos da Infância e da Juventude (CONSIJ), promovem, no dia 1º de junho de 2012, sexta-feira, das 09h00 às 18h00, o seminário "A implementação do SINASE: agora é lei!".
O objetivo é debater o alcance e o papel do Sistema de Garantias dos Direitos da Criança e do Adolescente, na implementação e fiscalização de programas e serviços para cumprimento das medidas socioeducativas, de acordo com a Lei Federal 12.594/2012.
Totalizando 08 horas, o evento será presencial e, também, transmitido pela Internet (webcast). Será composto por exposições e debates entre os participantes, de maneira interdisciplinar. Destina-se a membros e servidores do MP-PR e do TJ-PR, membros dos Conselhos Tutelares e de Direitos da Criança e do Adolescente, Gestores públicos e Equipe Técnica de entidades socioeducativas.
Acontecerá no Auditório da Sede do MP-PR, à Rua Marechal Hermes, 751, Centro Cívico, Curitiba-PR. Será possível, inclusive, a participação mediante o envio de perguntas pelo telefone (41) 3250-4198 ou pelo e-mail caopca@mp.pr.gov.br.
O número de vagas para participação presencial é limitado. As inscrições somente serão efetuadas por meio eletrônico.
 
PROGRAMAÇÃO:
 
08h30 às 09h00: Credenciamento.
09h00 às 09h30: Mesa de Abertura
09h30 às 11h15: "Implicações práticas do SINASE." Drª Maria Roseli Guiessmann, Juíza da Infância e Juventude, TJ-PR.
11h15 às 12h00: Debates
12h00 às 13h30: Intervalo para almoço
 
13h30 às 15h30: "Inovações da Lei Federal Nº 12.594/2012." Dr. Murillo José Digiácomo, Promotor de Justiça - MP-PR e Dr. Fábio Brandão, Juiz da Infância e Juventude - CONSIJ/TJ-PR.
15h30 às 16h00: Debates
16h00 às 17h15: "O panorama brasileiro e os desafios da implementação do SINASE." Thelma Alves de Oliveira, Psicóloga, Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente - DF.
17h15 às 18h00: Debates
18h00: Encerramento

quarta-feira, 23 de maio de 2012

15° Curso de Controle Social e Cidadania - inscrições abertas

MAS ATENÇÃO AS INSCRIÇÕES É ATÉ SEXTA-FEIRA....

Controle Social e Cidadania

Apresentação

Visando fomentar o controle social da gestão pública, a CGU desenvolveu o curso virtual “Controle Social e Cidadania”, que apresenta ao participante noções fundamentais sobre como acompanhar e participar da gestão pública.

Objetivo
Mobilizar cidadãos e representantes sociais para atuarem no exercício do controle social das ações governamentais.

Pré-requisitos
• Possuir acesso à internet.
• Ter disponibilidade mínima de 1hora diária para realização das atividades propostas.
• Possuir conhecimentos básicos de informática, como acesso a sites e uso de e-mails.

Carga Horária
40 horas

Público-alvo
Agentes públicos municipais, membros de conselhos de políticas públicas, lideranças locais, professores, alunos e demais cidadãos interessados em exercer o controle social da gestão pública.

Conteúdo Programático
O conteúdo programático está estruturado em três módulos:

Módulo I - “A participação popular no estado brasileiro.”
• Brasil: Estado Democrático de Direito

• Organização do Estado Democrático de Direito no Brasil 
• Os recursos públicos
Módulo II - “O controle das ações governamentais.”
• Noções de controle• Mecanismos de exercício do Controle Social• Formas de exercício do Controle Social

Módulo III - “O encaminhamento de denúncias aos órgãos responsáveis.”

Avaliação Após percorrer as telas do curso, o aluno será avaliado: Por suas participações nos fóruns temáticos. Por meio de avaliações objetivas sobre os tópicos estudados.

Certificado
Receberá o certificado de conclusão o participante que obtiver, no mínimo, 70% de aproveitamento geral.


mais informações:
http://escolavirtual.cgu.gov.br/ead/mod/page/view.php?id=48 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

PLS 278/09 passa a ser PL 3754/2012 na Câmara dos Deputados

Saudações Conselheiros!
Notícias acerca da PLS 278/09, está tramitando em caráter de PRIORIDADE na Câmara dos Deputados PL 3754/2012

PL 3754/2012 Inteiro teor
Projeto de Lei


Situação: Aguardando Parecer na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF)
Origem: PLS 278/2009

Identificação da Proposição

Autor
Senado Federal- Lúcia Vânia - PSDB/GO
Apresentação
25/04/2012
Ementa
Altera os arts. 132,134,135 a 139 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para dispor sobre os Conselhos Tutelares.

Informações de Tramitação

Forma de Apreciação
Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões - Art. 24 II
Regime de Tramitação
Prioridade

Despacho atual:
Data Despacho
08/05/2012 Às Comissões de
Seguridade Social e Família;
Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) e
Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) - Art. 24, II
Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões - Art. 24 II
Regime de Tramitação: Prioridade

Última Ação Legislativa

Data Ação
08/05/2012 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA )
Às Comissões de
Seguridade Social e Família;
Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) e
Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) - Art. 24, II
Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões - Art. 24 II
Regime de Tramitação: Prioridade
17/05/2012 Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF )
Designada Relatora, Dep. Erika Kokay (PT-DF)

Documentos Anexos e Referenciados

  • Legislação citada
  • Histórico de Pareceres, Substitutivos e Votos (0)
  • Recursos (0)
  • Redação Final

Cadastrar para acompanhamento Tramitação

Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos.
Data Ordem Decrescente Andamento
25/04/2012
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA )
  • Recebido o Ofício nº 657/2012, do Senado Federal, que encaminha à revisão da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei do Senado nº 278, de 2009, que altera os arts. 132, 134, 135 e 139 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para dispor sobre os Conselhos Tutelares. Inteiro teor
25/04/2012
PLENÁRIO (PLEN )
  • Apresentação do Projeto de Lei n. 3753/2012, pelo Senado Federal, que: "[EMENTA!]". Inteiro teor
25/04/2012
COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES (CCP )
  • Publicação inicial no DCD do dia 26/04/2012
08/05/2012
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA )
  • Às Comissões de
    Seguridade Social e Família;
    Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) e
    Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) - Art. 24, II
    Proposição Sujeita à Apreciação Conclusiva pelas Comissões - Art. 24 II
    Regime de Tramitação: Prioridade Inteiro teor
08/05/2012
COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES (CCP )
  • Publicação do despacho no DCD do dia 09/05/2012
16/05/2012
COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMANENTES (CCP )
  • Encaminhada à publicação. Avulso Inicial
16/05/2012
PLENÁRIO (PLEN )
  • Apresentação da Requerimento de Urgência (Art. 155 do RICD) n. 5295/2012, pelo Deputado João Paulo Lima (PT-PE), que: "Requeremos nos termos do art. 155 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, urgência para a tramitação do PL Nº 3754/2012, de autoria do Senado Federal- Senadora Lucia Vânia-PSDB/GO, que altera os arts. 132, 134,135, a 139 da lei nº 8069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para dispor sobre os conselheiros tutelares". Inteiro teor
17/05/2012
Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF )
  • Recebimento pel a CSSF.
  • Designada Relatora, Dep. Erika Kokay (PT-DF)
18/05/2012
Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF )
  • Prazo para Emendas ao Projeto (5 sessões ordinárias a partir de 21/05/2012)

terça-feira, 15 de maio de 2012

ACT Regional Londrina cumpre seu papel e sua missão na Conferência Estadual dos Direitos das Crainças e Adolescentes

Saudações à todos os Conselheiros Tutelares, participantes da Conferência Estadual dos Direitos de Crianças e Adolescentes,  das Regionais Londrina, Apucarana, Ivaiporã e Cornélio Procópio .... Em especial, às Conselheiras Tutelares Rose de Guaraci, Neide de Tamarana, Naiara de Apucarana,  e aos Conselheiros Tutelares Erich de Faxinal e Damião de Ibiporã. Grande Abraço, vocês orgulharam nossa Associação Regional !!!!

Fruto desta articulação, planejada anteriormente, apresentamos ao Conhecimento de todos as MOÇÕES que apresentamos na Conferência Estadual: 


MOÇÃO 1


A Associação de Conselheiros Tutelares Regional Londrina, em consonância com as demais Associações do Estado do Paraná, vem por meio deste manifestar nosso REPÚDIO contra a extinção da SECJ (Secretaria de Estado da Criança e Juventude), que abarcava importante fatia no que concerne à formação continuada de Conselheiros Tutelares e demais atores do Sistema de Garantia de Direitos, bem como oferecia capacitação no SIPIA, sistema de Informações dos Conselhos Tutelares, o que lamentavelmente não ocorreu ainda, com a Secretaria da Família e Desenvolvimento Social.

MOÇÃO 2

A Associação de Conselheiros Tutelares Regional Londrina, em consonância com as demais Associações do Estado do Paraná, vem por meio deste manifestar nosso REPÚDIO contra a Secretaria Estadual de Educação, pela não renovação do Convênio da Ficha FICA, que foi alvo de inúmeras tentativas frustradas, durante todo o ano de 2011, em reuniões com o Ministério Publico Estadual, Associação Estadual de Conselheiros Tutelares, Associações Regionais de Conselheiros Tutelares e Secretaria Estadual de Educação.

MOÇÃO 3

A Associação de Conselheiros Tutelares Regional Londrina, em consonância com as demais Associações do Estado do Paraná, vem por meio deste manifestar nosso REPÚDIO, aos municípios que não oferecem estrutura adequada para o bom atendimento do Conselho Tutelar. Dentre os quais destacamos: Cambira, Novo Itacolomi. 

 
MOÇÃO 4

A Associação de Conselheiros Tutelares Regional Londrina, em consonância com as demais Associações do Estado do Paraná, vem por meio deste manifestar nosso APOIO, ao Projeto de Lei 278/2009, que está tramitando no Congresso Nacional e regulamenta dentre outras coisas, a função Conselheira Tutelar, benefícios sociais (Férias, 13º salário, equiparação salarial, recolhimento de INSS) para todos os Conselheiros Tutelares. Que os representantes do Estado do Paraná, independentemente da coloração partidária, empenhem-se na aprovação deste Projeto. 


É a ACT Regional Londrina, mais uma vez provando que veio para ficar.  Cada vez mais articulada, socializando informações, semeando sonhos, representando os Guerreiros Conselheiros e Conselheiras Tutelares .... 

Alisson Fernando Moreira Poças 
Pres ACT Regional  Londrina

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Curso on-line gratuito

Saudações,
o SEST SENAT, em alusão ao dia 18 de Maio o dia Nacional de Combate a Exploração Sexual Infantil, está promovendo um curso de duração de 12 horas on line, para todos os atores do combate a este crime, o curso tem certificado e aborda os principais temas, para saber mais acesso o link:http://www.sestsenat.org.br/paginas/Cursos-Detalhe.aspx?c=5

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Materiais para Campanha do dia 18 de maio

Saudações Conselheiros,
A todos que tiverem interesse em promover ou levar ao seu CMDCA campanhas de prevenção para Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos disponibiliza diversos materiais como banners, cartaz, folders e etc....
aqui vai o link http://www.facabonito.com.br/downloads.html

Congresso discute sistema garantidor dos Direitos Humanos de crianças e adolescentes

A Associação Internacional Mercosul dos Juízes de Infância e Juventude, realizam realiza entre os dias 16 e 18 de maio o XXIV Congresso “Justiça em rede: articulação e ação sistêmica para a garantia efetiva de direitos humanos de crianças, adolescentes e jovens e seu atendimento adequado". O congresso será em Natal/RN.
Os Congressos Nacionais da ABMP, realizados a cada dois anos, se configuram como uma tradicional agenda pública em que atores dos Sistemas de Justiça e de Garantia dos Direitos se mobilizam para promover a reflexão e o debate sobre a política de direitos humanos para o segmento criança, adolescente e jovem, visando influir na garantia de efetividade das ações de promoção, proteção, defesa e monitoramento.
O evento possibilita a articulação do Sistema de Justiça com as demais instituições e setores que compõem o Sistema de Garantia de Direitos da Criança, do Adolescente e Jovem, em especial de conselheiros tutelares, conselheiros dos direitos, gestores das políticas públicas e da sociedade civil, parlamentares, educadores sociais, pesquisadores, entre outros.
Em sua 24ª edição, o Congresso da ABMP propõe uma programação temática que privilegia o olhar e a prática interdisciplinar, interinstitucional e intersetorial, no plano nacional e internacional, desenvolvida por meio de palestras, oficinas, debates (em grupos e plenárias) e apresentação de teses experiências voltadas à reflexão e estudo sobre os desafios contemporâneos na defesa dos direitos humanos da criança, do adolescente e jovem, considerando a garantia de efetivação dos princípios da proteção integral, prioridade absoluta e ação sistêmica.
As inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico www.abmp2012.com.br.
Fonte: SDH - 23/04/2012

Alimentação adequada pode reduzir mortes de crianças


Estratégia do Ministério da Saúde qualifica profissionais de saúde para orientar mães e famílias na alimentação de crianças menores de dois anos. Ação fortalece compromisso de reduzir a mortalidade infantil.
Com o objetivo de fortalecer as ações de combate à redução da mortalidade infantil, o Ministério da Saúde reestruturou a política de alimentação das crianças com até dois anos de idade. A partir de agora, a Rede Amamenta Brasil e a Estratégia Nacional de Promoção da Alimentação Complementar Saudável (ENPACS) serão integradas. A proposta de integração surgiu de demandas dos próprios profissionais dos estados e municípios em trabalhar, ao mesmo tempo, a amamentação e a inclusão de alimentos sólidos na dieta das crianças, pois as duas estratégias são complementares.
A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Saúde com os objetivos do milênio em reduzir a mortalidade, além de valorizar a formação dos recursos humanos na Atenção Básica. “Com a integração das duas estratégias, as Unidades Básicas de Saúde estarão mais preparadas para receber, orientar e apoiar as famílias na promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar”, afirma o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, que participa do evento.
A estratégia foi lançada neste sábado (28) durante o Congresso Mundial de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva – World Nutrition Rio 2012 – que aconteceu na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), entre os dias 27 e 30 de abril.
A Rede Amamenta e Alimenta Brasil - inserida na Rede Cegonha - reforça e incentiva a promoção da alimentação saudável para crianças menores de dois anos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
APOIO - A medida tem o objetivo de qualificar os profissionais da Atenção Básica por meio de oficinas de formação de tutores responsáveis por apoiar no planejamento, acompanhamento e fortalecimento de ações de promoção, proteção e apoio do aleitamento materno e da alimentação complementar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Até 2013, serão realizadas cerca de 50 oficinas de formação de novos tutores e o objetivo é expandir o projeto para todas as UBS do país.
A junção é o resultado do apoio conjunto entre as duas áreas do MS com o apoio do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (DAGEP/SGETS/MS), além da participação de especialistas que acompanharam o processo de implementação da Rede Amamenta Brasil e da ENPACS.
ORIENTAÇÃO – Com a integração das duas estratégias as famílias atendidas pelo SUS poderão obter informações sobre a importância do aleitamento materno e da alimentação complementar em crianças com até dois anos de idade. O Ministério da Saúde também elaborou um guia de alimentação que auxilia os profissionais de saúde.
Uma dieta saudável nos primeiros anos de vida ajuda a prevenir doenças, infecções, a desnutrição e a carência de ferro, zinco e vitamina A, além de prevenir a obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis que podem aparecer posteriormente.
Atualmente, no Brasil, 50% das crianças menores de dois anos apresentam anemia por deficiência de ferro e 20% apresentam hipovitaminose A, problemas decorrentes da alimentação inadequada.
Estima-se que as ações de promoção aleitamento materno e de alimentação complementar sejam capazes de diminuir, respectivamente, em até 13% e 6%, a ocorrência de mortes em crianças menores de cinco anos em todo o mundo.
DEBATE - Mais de 40 países vão discutir o tema “Conhecimento, política e ação” durante o Congresso Mundial de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva – World Nutrition Rio 2012. No encontro serão analisados os principais desafios das ações de alimentação e nutrição na Atenção Básica à Saúde e ajudar a construir políticas públicas de qualidade. Mais de 1,8 mil pessoas participam do evento entre gestores, pesquisadores, representantes de entidades da sociedade civil, profissionais e estudantes de diversos campos da alimentação e nutrição.
O congresso tem o apoio do Ministério da Saúde por meio da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição, além do governo do Rio de Janeiro, de agências governamentais e da UERJ, e conta com a parceria da Associação Brasileira de Pós Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco) e da Associação Mundial de Nutrição em Saúde Pública (WPHNA).
Fonte: Ministério da Saúde

Publicada portaria que cria Serviço de Acolhimento Institucional para jovens e adultos com deficiência

A edição do último dia 25 de abril do Diário Oficial da União publicou a Resolução n° 11, do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), que prevê a oferta do Serviço de Acolhimento Institucional para jovens e adultos com deficiência em 40 Residências Inclusivas.
A medida, que integra as ações Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Viver Sem Limite, possibilita a pequenos grupos de até 10 pessoas, desenvolver capacidades adaptativas à vida diária, autonomia, participação social e comunitária e vínculos familiares.
A resolução prevê também a implantação de Centros-Dia de Referência, ligada ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), em todos os estados, mais o Distrito Federal, para oferecer apoio às pessoas com deficiência em situação de risco, extrema pobreza, abandono e isolamento social.
Serão investidos até 2014, dos recursos do Plano Viver Sem Limite, mais de R$ 70 milhões na área da Inclusão Social.
Fonte: SDH - 30/04/2012

Metade da população brasileira não terminou ou simplesmente não cursou o Ensino Fundamental


Dados são do Censo Demográfico 2010 e foram divulgados hoje pelo IBGE

Metade da população brasileira não terminou ou simplesmente não cursou o Ensino Fundamental. No entanto, essa mesma taxa era de mais de 65,1% no ano 2000. Os dados se referem aos brasileiros com 10 anos ou mais e fazem parte do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
Segundo o IBGE, na década analisada, todas as regiões do Brasil apresentaram avanços nesse sentido. Na Sudeste, por exemplo, o percentual de pessoas sem instrução ou com o fundamental incompleto caiu de 58,5% para 44,8%; na Norte, de 72,6% para 56,5% e, na Nordeste, de 75,9% para 59,1%.
Os dados do censo mostram que 966 mil crianças e jovens de idades entre 6 a 14 anos não frequentavam escola em 2010. O número representa 3,3% da população dessa faixa etária. A pior situação é a da Região Norte, com o percentual mais alto: 6,1% - quase duas vezes a taxa do Sul, que foi de 2,5%, e a do Sudeste, de 2,8%.
Observando os dados referentes à faixa etária de 7 a 14 anos, o percentual de crianças e jovens fora da escola caiu, entre 2000 e 2010, de 5,5% para 3,1%.
Já entre os jovens de 15 a 17 anos, idade potencial para se cursar o Ensino Médio, 16,7% não frequentavam escola em 2010. Em 2000, o índice era de 22,6%. As regiões Norte e Sul apresentaram a maior taxa, superior à média nacional: 18,7%.
Com a aprovação da Emenda Constitucional 59, em 2009, a matrícula é obrigatória no Brasil dos 4 aos 17 anos. As redes de ensino têm até 2016 para se adaptarem.
De acordo com o relatório De Olho nas Metas 2011, produzido pelo Todos Pela Educação, o País tem hoje 3,8 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos fora da escola.
Segundo a diretora executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, no caso das crianças muito pequenas que ainda estão fora de casa, isso acontece muitas vezes porque não há oferta de vagas. "Além disso, muitas vivem no campo, periferias e regiões de difícil acesso. Há também a questão cultural: no Sul do País, por exemplo, é comum a criança ficar em casa, com os pais, um pouco mais de tempo e só ingressar no sistema educacional no Ensino Fundamental”, afirma.
No caso dos jovens, Priscila destaca que o problema é mais complexo. “Há a evasão escolar, a distorção idade-série e o desinteresse pela escola”, explica.
Deslocamento
De acordo com os dados do IBGE, 8,3% dos alunos brasileiros frequentavam uma unidade escolar fora do município onde residiam. Isso significa que 4,4 milhões de estudantes têm que se deslocar entre cidades para estudar. Desse total, 1,1 milhão está no estado de São Paulo – esse número representa 57% dos que trocam de município na região Sudeste. O estado tem 645 municípios.
Fonte: Todos Pela Educação - 27/04/2012

Festival de Ideias abre inscrições para a edição 2012


Iniciativa tem apoio da Fundação Telefônica|Vivo. Participantes selecionados receberão investimento para promover seus projetos
São Paulo, 5 de abril de 2012 - Realizado pelo Centro Ruth Cardoso com sucesso em 2011, o Festival de Idéias (FdI) ganha uma nova edição em 2012 e abre inscrições a partir desta terça-feira, dia 10. A iniciativa se propõe a ser uma grande incubadora de inovação para o desenvolvimento social, promoção do empreendedorismo e de soluções criativas. Com foco na cocriação, o FdI tem a internet como base de realização, contando, entre outros, com o apoio da Fundação Telefônica|Vivo.
O Festival estreia em uma nova plataforma – mais potente, social e integrada. Outra novidade é a ampliação dos temas. Nesta edição serão quatro a mais do que no ano passado. Serão eles: Violência, Mobilidade Urbana e Catástrofes Naturais – que já integravam o FdI 2011 –, somados agora a Redes de Aprendizagem, Crowdbusiness, Voluntariado e APPs.
O modelo segue o mesmo. As ideias inscritas na plataforma (http://www.festivaldeideias.org.br) circularão pela rede de abril a maio, período no qual passarão por diversas reuniões de cocriação, sendo modificadas, desenvolvidas e melhoradas. Qualquer usuário poderá fazer comentários, sugerir detalhes e, se for o caso, modificar e republicar a ideia. Os encontros de cocriação acontecerão tanto em São Paulo quanto regionalmente, tendo em vista que inúmeras iniciativas da última edição vieram de outros estados.
Após esse momento de troca coletiva, algumas ideias serão selecionadas por um time de curadores e participarão de um evento presencial no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 11 e 12 de junho de 2012.
A premiação também mudou e ficou mais democrática. Em vez de valores pré-determinados, os curadores vão definir o percentual do investimento-semente que cada uma das ideias selecionadas receberá, permitindo que sejam mais bem estruturadas, tornando-se projetos viáveis.
O FdI é um projeto realizado pelo Centro Ruth Cardoso, em parceria com o V2V, Mandalah e Engaje; com patrocínio da Fundação Telefônica/Vivo, Fundação Lemann, Instituto Unibanco e TAM, além de vários apoiadores.
Para mais informações, dar sua ideia ou interagir com o grupo, basta acessar o site do Festival: www.festivaldeideias.org.br, o blog http://ww.blog.festivaldeideias.org.br ou o Facebook https://www.facebook.com/groups/219514234760244/.

Fonte: Assessoria de imprensa da Fundação Telefônica|Vivo - 04/04/2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ministério da Saúde e UFRJ dão início a pesquisa para avaliar saúde de 75 mil adolescentes brasileiros


Rio de Janeiro – O Ministério da Saúde inicia hoje (26) um estudo para mapear a saúde de 75 mil adolescentes brasileiros. Além de perguntas sobre hábitos alimentares, atividades físicas, sedentarismo e tabagismo, o Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica) realizará uma bateria de exames em alunos de 12 a 17 anos, como verificação arterial, medidas e exame de sangue.
O projeto é coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tem a participação de mais 29 instituições, entre institutos de pesquisa, universidades e hospitais do Brasil. O estudo pretende descobrir como as próximas gerações podem estar mais suscetíveis a problemas cardiovasculares, de obesidade e de diabetes. A previsão é que a pesquisa esteja concluída até o final de 2013.
A coordenadora executiva do estudo e pesquisadora da UFRJ, Katia Bloch, explicou que, com base nesses dados, será possível subsidiar decisões políticas de forte intervenção para prevenir as doenças cardiovasculares, além de dar suporte para políticas públicas nacionais na área da saúde pública.
“Nossas políticas e estudos usam como referências de peso, altura e pressão arterial padrões internacionais, que não consideram as especificidades da população brasileira. Com esses dados teremos um perfil mais fiel de várias características dos nossos adolescentes. Um panorama detalhado da alimentação, dos hábitos e do estado de saúde dessa população que poderá orientar políticas voltadas para a merenda escolar, por exemplo, o ensino de hábitos alimentares nas escolas até estratégias de estímulo à prática de exercícios físicos", destacou a pesquisadora.
Na primeira etapa, serão visitadas escolas de cinco cidades do país: Rio de Janeiro (RJ), Feira de Santana (BA), Cuiabá (MT), Campinas e Botucatu (SP). A Escola Municipal Alencastro Guimarães, em Copacabana, zona Sul do Rio de Janeiro será a primeira a receber uma equipe de pesquisadores, na tarde de hoje. Serão analisadas três turmas em cada colégio, do 7º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.
Após a primeira etapa, que servirá como um estudo piloto, os pesquisadores vão avaliar a metodologia do estudo e a partir do segundo semestre a pesquisa será estendida para cerca de 1.250 escolas de 130 municípios, incluindo todas as capitais do país.

Fonte: Agência Brasil - 26/04/2012

Milhões de adolescentes estão ficando para trás, especialmente na África


Nova Iorque, 24 de abril – Nos últimos 20 anos, adolescentes foram beneficiados pelo progresso na educação e na saúde pública. No entanto, as necessidades de muitos adolescentes são negligenciadas, com mais de um milhão perdendo a vida a cada ano e dezenas de milhões sem acesso à educação, afirma relatório do UNICEF lançado hoje.
O documento identifica, por exemplo, a África ao sul do Saara como o lugar mais difícil para um adolescente viver. A população adolescente dessa região ainda está crescendo, estimando-se que terá o maior número de adolescentes do mundo até 2050. Mas apenas metade das crianças na África ao sul do Saara completa a escola primária e o desemprego entre os jovens é alto.
A publicação Progresso para as Crianças: Um relatório sobre adolescentes (Progress for Children: A report card on adolescents) destaca outras consequências alarmantes sobre o fato de os benefícios do progresso não estarem sendo divididos igualmente entre os 1,2 bilhão de adolescentes – meninos e meninas de 10 a 19 anos* – que vivem hoje em todo o mundo.
"Pobreza, status social, gênero ou deficiência impedem que milhões de adolescentes realizem os seus direitos a cuidados de saúde, educação de qualidade, proteção e participação", disse a Diretora Executiva Adjunta do UNICEF Geeta Rao Gupta. "Este relatório abrangente fortalece a nossa compreensão dos problemas enfrentados pelos adolescentes mais pobres e desfavorecidos. É hora de atender às suas necessidades; eles não devem ser deixados para trás".
O relatório aponta para uma significativa necessidade de reforçar o investimento em todos os aspectos da vida e do bem-estar dos adolescentes – mesmo em sua luta pela sobrevivência. A cada ano 1,4 milhão de adolescentes morrem por causa de acidentes de trânsito, complicações no parto, suicídio, aids, violência e outras causas. Em alguns países latino-americanos, mais meninos adolescentes morrem em decorrência de homicídio do que de acidentes de trânsito ou suicídio. Na África, complicações na gravidez e no parto são a principal causa de morte de meninas com idade entre 15 a 19 anos.
Crianças entrando na adolescência sofrem cada vez mais risco de violência - uma mudança em relação à primeira infância, quando doenças e desnutrição são as principais ameaças. As adolescentes são particularmente vulneráveis à violência no casamento. Em uma pesquisa na República Democrática do Congo, 70% das meninas entre 15 e 19 que tinham sido casadas disseram que sofreram violência nas mãos de um atual ou antigo parceiro ou cônjuge.
Adolescentes, especialmente meninas, são muitas vezes obrigados a abandonar a infância e assumir papéis de adultos antes de estar prontos, limitando as suas oportunidades de aprender e crescer, e colocando sua saúde e segurança em risco. O relatório diz que, nos países em desenvolvimento – excluindo a China –, mais de um terço das mulheres entre 20 e 24 anos já havia se casado ou vivia em união aos 18 anos, com cerca de um terço destas tendo casado até os 15 anos de idade.
Taxas de natalidade entre adolescentes são relativamente altas na América Latina, Caribe e África ao sul do Saara, afirma o relatório. No Níger, metade das mulheres jovens entre 20 e 24 deu à luz antes dos 18 anos.
Globalmente, 90% das crianças em idade escolar estão matriculadas em escolas primárias e sistemas de ensino secundário têm-se expandido em muitos países. No entanto, as matrículas na escola secundária continuam a ser baixas no mundo em desenvolvimento, especialmente na África e na Ásia. Muitos alunos em idade escolar secundária estão em escolas primárias. A África ao sul do Saara tem os piores indicadores de ensino secundário do mundo.
Cerca de 71 milhões de meninos e meninas que deveriam estar nos anos iniciais do ensino secundário em todo o mundo não estão na escola e 127 milhões de jovens entre 15 e 24 anos são analfabetos – a grande maioria no Sul da Ásia e na África ao sul do Saara.
O relatório afirma que esforços significativos na defesa de direitos, programas e políticas são necessários para concretizar os direitos de todos os adolescentes. A adolescência é uma fase crítica da vida em que o investimento correto pode quebrar o ciclo da pobreza e resultar em benefícios sociais, econômicos e políticos para adolescentes, comunidades e nações.
Mas o relatório também aponta que os adolescentes devem ser reconhecidos como verdadeiros agentes de mudança em suas comunidades. Programas e políticas, enquanto protegem os adolescentes como pessoas em desenvolvimento, devem reconhecer a sua capacidade de inovação, criatividade e energia para resolver os seus próprios problemas.
O relatório está disponível somente em inglês: Progress for Children: A report card on adolescents

Fonte: Unicef Brasil - 24/04/2012

Censo Escolar 2011: Raio X da Educação Básica no País


Dados divulgados pelo Inep permitem analisar o sistema educacional brasileiro
Mais crianças matriculadas na Educação Infantil, aumento no número de alunos que conseguem ultrapassar os anos iniciais do Ensino Fundamental e queda no número total de matriculados na Educação Básica. Tudo isso distribuído em quase 200 mil estabelecimentos de ensino, onde mais de 50 milhões de alunos têm aulas com cerca de 2 milhões de professores.
Esses e outros aspectos compõem a atual situação do sistema educacional do Brasil. O diagnóstico é baseado no resumo técnico do Censo Escolar da Educação Básica 2011, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) na semana passada. As informações são referentes a maio do ano passado, data limite para as escolas informarem seus dados ao órgão.
Os dados do Inep revelam uma diminuição de 577 mil matrículas na da Educação Básica entre 2011 e 2010 – o que significa uma queda de 1%. A interpretação que o órgão deu ao decréscimo é a acomodação do sistema, com melhoria nos índices da distorção idade-série do Ensino Fundamental.
A queda de 1%, segundo o consultor da Fundação Cesgranrio e especialista em desempenho escolar Ruben Klein, é fruto também de fatores demográficos. “O número caiu e deveria ter caído mesmo. Nesse quesito, o fator populacional vai ajudar o sistema nos próximos anos”, prevê. “Além disso, cada vez mais os alunos estão com a idade adequada à série, especialmente no primeiro ciclo do Ensino Fundamental.”
É no Ensino Fundamental que aparece um dado preocupante: o total de matrículas em 2011 era quase 4% maior do que a população de 6 a 14 anos (registrada em 2010, dado disponível mais recente), faixa etária correspondente aos frequentadores desta fase da escolaridade. Em números absolutos, isso significa que, de acordo com o Inep, 1.154.492 jovens ainda estão cursando o Ensino Fundamental mesmo tendo ultrapassado a idade correta para estar nele. Em 2000, com o Ensino Fundamental de oito anos – e ingresso das crianças aos 7 anos –, o quadro era pior: o número de matrículas era 20% superior ao da quantidade de jovens nessa idade.
Klein destaca que a razão entre a população na idade apropriada e o número de matrículas deve ser feita com a projeção populacional para 2011, que é de 28.642.425. Dessa forma, o número de jovens que deveriam ter avançado no sistema mas continuam no Ensino Fundamental salta para 1.716.215.
O número de mais de um milhão de jovens na etapa de ensino incompatível à idade, independentemente do dado populacional usado, é preocupante, segundo especialistas. “É um número alto, e isso sem contar outros problemas do sistema educacional, como o abandono e a evasão”, afirma Maria Amábile Mansutti,coordenadora técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “Esses jovens não recebem, dentro das escolas em que estudam, o atendimento necessário. Não há projeto pedagógico voltado para eles, o que pode isolá-los dos demais.”
Avanços
Os dados deste censo mostram que, na última década, houve melhora na correção da distorção idade-série do Ensino Fundamental da rede pública. Em 2011, a média de idade dos concluintes dessa etapa de ensino foi de 15,2 anos. Em 2002, quando o Ensino Fundamental tinha oito anos de duração, era de 18,8.
Apesar do progresso na média de idade, Maria Amábile pede cautela. “Houve uma melhora grande, mas olhar a média encobre algumas questões – como as diferenças que existem entre as regiões do País”, afirma.
O Ensino Médio também continua apresentando problemas, segundo o resumo técnico do censo. A etapa de ensino deveria apresentar 10,4 milhões de matriculados, total correspondente à faixa etária dos 15 aos 17 anos, idade potencial para se cursar a última parte da Educação Básica. No entanto, 8,4 milhões estão cursando – ou seja, 2 milhões estão fora do Ensino Médio. Todo aluno com o Ensino Médio concluído até os 19 anos é uma das Metas do Todos Pela Educação.
Apesar disso, entre 2010 e 2011, houve um aumento de 0,5% no total de matrículas. Segundo Rubem Klein, o Ensino Médio só apresentará avanços quando as taxas de concluintes do Ensino Fundamental mostrarem progresso. “A promoção deve aumentar concomitantemente à queda da repetência e da evasão. Quando passa para o segundo ciclo do Fundamental, o aluno sente um baque, especialmente por conta da mudança na relação com professor, já que ele passa a ter um docente para cada disciplina. O desempenho cai”, explica.
Ensino Infantil
O aumento no atendimento na Educação Infantil, de 3,3% foi puxado essencialmente pela creche, que apresentou um crescimento de 11% entre 2010 e 2011. Essas unidades, que atendem crianças na faixa dos 3 anos de idade, receberam 234 mil novos alunos em 2011.
Já a taxa da Pré-Escola permaneceu praticamente estagnada – a diminuição foi de 0,2%. Segundo o Inep, isso ocorreu por conta da implantação do Ensino Fundamental de 9 anos, que passou a receber alunos de 6 anos no 1º ano – idade que, até então, as crianças frequentavam a Pré-Escola.
Apesar da queda, essa etapa da Educação Básica vem avançando. Dados tabulados pelo Todos Pela Educação no mês passado mostraram que o número de matrículas de crianças de 4 e 5 anos cresceu nos últimos dez anos. Entre 2000 e 2010, a taxa de atendimento dessa faixa etária aumentou 55,8% em todo o País. A matrícula dos 4 aos 17 anos de idade tornou-se obrigatória em 2009, com a aprovação da Emenda Constitucional 59. As redes de ensino têm até 2016 para se adaptarem à nova regra.
Para ler o resumo técnico do Censo Escolar da Educação Básica 2011, clique aqui.

Fonte: Todos pela Educação - 26/04/2012

Mortalidade infantil cai quase pela metade em dez anos, constata IBGE


Rio de Janeiro - Dados divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a mortalidade infantil caiu quase pela metade entre 2000 e 2010.
Os resultados gerais da Amostra do Censo 2010 constatam que o número de óbitos de crianças menores de 1 ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%.
Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças. Porém, ainda é o nível mais alto no país. O menor índice é o do Sul, de 12,6 mortes.
De acordo com a pesquisa, os principais fatores responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda.
O IBGE também destaca que a queda da mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade registrou queda e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9. A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47.
Segundo o órgão, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população.

Fonte: Agência Brasil - 27/04/2012